Cansaço excessivo, queda de cabelo e unhas quebradiças são sintomas comuns que, embora tenham diversas causas possíveis, também podem estar associados a deficiências nutricionais. A recomendação de especialistas é que, quando esses sinais persistem, vale a pena investigar a origem em vez de ignorá-los.
A farmacêutica Thalita Ebert Jablonski, da Maltta Nutrition, explica que sintomas isolados não indicam automaticamente uma carência específica, mas funcionam como um alerta para observar melhor a rotina alimentar e, se necessário, buscar avaliação especializada.
No caso das unhas, a aparência pode variar de acordo com o estado nutricional do organismo. O zinco é um dos minerais citados pela especialista por seu papel na manutenção da saúde de cabelos, pele e unhas, podendo ser complementado por suplementação quando há necessidade identificada.
Já a queda de cabelo tem relação com um conjunto maior de nutrientes: além do zinco, a vitamina C contribui para a produção de colágeno, e o ferro é fundamental no transporte de oxigênio pelas células. Segundo a farmacêutica, não existe uma única substância responsável pela saúde capilar — o equilíbrio depende da combinação de vários fatores.
O cansaço constante, por sua vez, pode ter várias origens, como rotina puxada, sono insuficiente e estresse. Ainda assim, nutrientes como a vitamina B12, o magnésio e o ferro participam diretamente do metabolismo energético do corpo e podem influenciar a disposição no dia a dia.
A imunidade baixa também entra na lista de sinais associados à alimentação. As vitaminas D e C desempenham papéis relevantes: a primeira atua na musculatura e nas defesas do organismo, enquanto a segunda auxilia o sistema imune, a formação de colágeno e a absorção de ferro, além de agir como antioxidante.
Dificuldade de concentração é outro ponto destacado. Fatores como sono e estresse pesam bastante, mas a vitamina B12 também participa do funcionamento do sistema nervoso, da formação de células sanguíneas e da produção de energia — reforçando a importância de conhecer as necessidades individuais.
Apesar da relevância da suplementação, a especialista reforça que uma alimentação variada, com frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas e proteínas de qualidade, continua sendo a base do cuidado nutricional. A suplementação entra como um complemento para situações em que a rotina dificulta atender a todas as necessidades só com a dieta.
Alguns grupos merecem atenção redobrada, segundo a farmacêutica: pessoas com dietas restritivas, quem tem alterações na absorção intestinal, praticantes intensos de exercício, indivíduos em fases específicas da vida e pessoas com determinadas condições de saúde podem ter demandas nutricionais diferenciadas ou maior risco de ingestão insuficiente de certos nutrientes.
Para entender melhor as próprias necessidades, a orientação é observar mudanças persistentes no corpo, avaliar a qualidade da alimentação e, quando fizer sentido, recorrer a exames e acompanhamento profissional — o que permite um uso mais estratégico e personalizado da suplementação.
Com informações do G1.

