Um grupo de parlamentares de 13 países das Américas formalizou um pedido conjunto para que os Estados Unidos encerrem de imediato os ataques letais contra pequenas embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico oriental. A ofensiva militar recente na região do Caribe resultou na morte de quatro pessoas, sob a alegação de envolvimento com o narcotráfico, mas sem a apresentação pública de provas pelo Comando Sul americano.
Escalada de mortes e falta de transparência nas operações
O manifesto reúne legisladores de nações como Brasil, Estados Unidos, Colômbia, México, Argentina e Canadá. A mobilização ocorre após o registro de pelo menos 234 mortes decorrentes dessas operações militares desde setembro de 2025. O documento alerta para a ausência de elementos que comprovem ameaça iminente capaz de respaldar o uso de força letal pelas tropas norte-americanas.
- Mais de 234 mortos contabilizados em ofensivas marítimas desde setembro de 2025.
- Ausência de identificação formal da maioria das vítimas e falta de suporte aos familiares.
- Avaliações oficiais que mostram estabilidade na produção e no fluxo de cocaína, apontando ineficácia das ações letais.
- Risco de expansão das intervenções armadas para alvos em território terrestre.
“Acusações de envolvimento com o narcotráfico não anulam os direitos fundamentais à vida e ao devido processo legal. Ações sem amparo probatório configuram execuções extrajudiciais.”
Participação brasileira e fiscalização internacional
Pelo Brasil, as deputadas federais Luciene Cavalcante e Ana Pimentel integram o grupo signatário. A iniciativa cobra que os governos da região neguem apoio logístico, compartilhamento de inteligência ou acesso a bases militares para essas missões, priorizando instrumentos legais de controle e responsabilização institucional.